sexta-feira, 23 de maio de 2008

Universidade Federal do Rio de Janeiro
Aluna: Maria de Lourdes de Lucena Sartor
DRE: 106030957
Nazismo, neo-nazismo e revisionismo
26 de maio de 2008
-Texto número 7:

“Sol Negro – Cultos Arianos, Nazismo esotérico e Políticas de Identidade”, de Nicholas Goodrick Clarke
“Conclusão – A política da Identidade”

-“O neonazismo americano, representado por George Lincoln Rockwell e seus sucessores, adotou a percepção nazista dos judeus como o fermento da sociedade liberal, promovendo o comunismo, os direitos civis e a mistura de raças.
-A motivação para o neonazismo na década de 50 teria sido a “oposição branca aos direitos civis para negros”. Ao passo que na Grã-Bretanha, a oposição branca se dirigia primordialmente aos imigrantes oriundos das colônias do império britânico.
- Surgimento do slogan neonazista “White power” nos EUA, desencadeado principalmente por “grupos neonazistas [que] passaram a sugerir que o domínio racial branco estava ameaçado”
-“Apesar de a opinião liberal nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha se opor fortemente ao racismo, diversos fatores na política ocidental agiram para reintroduzir a raça como uma categoria legítima de identificação grupal. Durante a década de 1960, os grupos de poder negro e críticos radicais exigiram o reconhecimento oficial do status de grupo “minoritário” e ação compensatória por parte do Estado.”
-A “ação afirmativa” então passou a favorecer os negros, nos âmbitos em que este grupo fossem considerado histórica ou conjunturalmente prejudicado, em detrimento dos brancos, “um impressionante desvio sem precedentes na tradição anglo-americana de direitos individuais”. “Privilégios oferecidos pelo governo com base na raça,... estimularam o crescimento da extrema direita fascista”
-“O desempenho comparativamente alto das minorias asiáticas na educação e no mercado de trabalho e a sua correspondente baixa representatividade nas estatísticas carcerárias demonstram a fragilidade da atribuição do fracasso dos negros ao racismo dos brancos”
- Par alguns como Savitri Devi, Julius Evola e Miguel Serrano, coube a “adoção da cronologia hindu tem a intenção de esquematizar a curva desse declínio [ queda dos brancos (arianos) em uma era degenerada] até a Kali Yuga com a promessa milenarista de regeneração por intermédi de uma nova era dourada no ciclo das eras”
-“Cultos arianos e nazismo esotérico afirmam poderosas mitologias para negar o declínio do poder branco no mundo.”
-Já a teoria de Francis Parker Yockey “articula uma filosofia mítica da história, na qual as raças européias estão (temporariamente) incapacitadas pelas influência judaicas estrangeiras e impedidas de cumprir seu destino em um poderoso novo Império mundial”
-Há ainda, nesse contexto de ressurgimento do nazismo enquanto influência ideológica, a hipótese sugerida por Wilhelm Landig que “elabora uma mitologia neovolkisch das origens na setentrional Thule, para profetizar a recuperação e ressurreição da Alemanha nazista.”
- “Comentadores notaram a ascensão de um novo nacionalismo como uma cultura de resistência às recentes forças de globalização e de imigração. Assim, é altamente significativo eu o culto ariano de identidade branca é mais marcado nos Estados Unidos, onde os desafios do multiculturalismo e da imigração vinda do Terceiro Mundo têm sido maiores”.
- “Em 1980, somente 5% da imigração legal [nos EUA] vinha da Europa, enquanto asiáticos... se aproximavam da metade. A imigração da América Latina (principalmente do México) constituía cerca de 40%... ao mesmo tempo que uma onda de imigração alcançou níveis recordes na década de 1980, ao mesmo tempo que uma onda de imigração hispânica ilegal foi considerada como uma perda de controle sobre as fronteiras da nação”
-A imigração é vista como uma ameaça tanto no âmbito econômico, como no sócio-cultural, com a introdução de novos costumes, crenças, religiões à sociedade antes menos heterogênea.
- “A questão se os Estados Unidos podem realmente assimilar esses imigrantes implora por políticas de bilingüismo e multiculturalismo no sistema educacional”
- “...a extrema direita nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha renovou seu vigor a partir da década de 1980. Essa tendência foi, a princípio, uma surpresa, uma vez que a primeira geração dos líderes neonazistas do pós-guerra estava envelhecendo e a lembrança do desafio do Eixo ao liberalismo ocidental estava passando rapidamente para a História. Entretanto, o surgimento das gangues racistas de skinheads, a música do White Power e a transformação do racismo neonazista em novas religiões populares de identidade branca espelham claramente os crescentes níveis de imigração para países ocidentais e as conseqüentes pressões na direção do multiculturalismo.”
- “Não temos como saber o que reserva o futuro para as sociedades multiculturais do Ocidente, mas a experiência não deu muito certo na Àistria-Hungria, na União Soviética e na Iugoslávia. Os desafios do multirracialismo nos Estados ocidentais liberais são ainda maiores, e é evidente que a ação afirmativa e o multiculturalismo estão levando a uma hostilidade mais difusa contra o liberalismo.”




_________________________________________________________________________________________
­­­­­­­­­­­­­­­­­­Bibliografia:
GOODRICK-CLARKE, Nicholas.“Sol Negro” - Madras

Nenhum comentário: